DATE: Janeiro 15, 2016
Marco Oliveira | Centro Cultural de Belém Janeiro 15, 2016

 

Marco Oliveira: Um hino à beleza musical no Centro Cultural de Belém

 

 

Marco Oliveira levou ao CCB “Amor é agua que corre”, um espectáculo intimista, intenso, sentimental e que proporcionou uma constante troca de amor. Um amor que o publico transparecia a cada tema, que mais não era do que um abraço do artista a cada um dos que, sentados, naquele auditório se deixavam levar pelo dedilhar suave da viola e melodiosa voz de Marco Oliveira
Nascido em Lisboa, decorria o ano de 1988, Marco Oliveira teve sempre o Fado por perto, tendo tido o primeiro contacto com uma casa de fados aos nove anos e cantado em publico pela primeira vez em 1997 no “Lugar aos novos”, programa da Renascença no Teatro Maria Matos. Mas ele precisava de mais Fado, de o sentir como seu, e aos 13 anos começou a estudar guitarra clássica. Tem entre as suas maiores referência nomes como Alfredo Marceneiro, Beatriz da Conceição, Fernando Maurício, Amália Rodrigues, António dos Santos, Argentina Santos, Carlos Ramos, Maria da Nazaré, Maria do Rosário Bettencourt, Carlos do Carmo ou Carminho e Ricardo Ribeiro.

 
No concerto que levou ao Centro Cultural de Belém levou não só temas do seu primeiro disco como também do próximo trabalho a ser lançado em breve. Apresentou o fado numa das mais puras essências: um cantador e dois músicos, tendo ainda um convidado especial que revelaremos adiante. Viajou ainda por géneros como a bossa nova ou o jazz.

 
Cantou à tristeza, à saudade, ao amor, à cidade, à vida. Em nenhum momento nos deixámos de identificar com o rapaz sentado que naturalmente cantava os versos, como quem canta para os amigos. As poucas e tímidas palavras que ia dizendo, demonstravam felicidade e ao mesmo tempo nervosismo.

 
Mas quando soavam os primeiros acordes de cada tema e a sua voz se ouvia, era como se fossemos transportados para um outro espaço, uma casa de fados, num bairro típico alfacinha.

 
Estou muito feliz por estar aqui” disse antes de recordar que “há três anos começou este ciclo de Há Fado no Cais, e em que eu inaugurei” deixando o desejo para que esta fosse “uma boa noite”.

 
Do seu reportório constaram Fados como “O bem do mal” de Ricardo Rocha, “Tu sabes lá” do primeiro disco, ou ainda “Desenlace” que irá integrar o próximo disco, a “ser editado em breve”.

 
Ao palco levou um convidado surpresa, Dennis Tetsenko, com quem interpretou “Cantiga” ou “Canção de Fé”. Antes e sozinho em palco tinha interpretado “Novembro” da autoria de Ana Sofia Paiva.

 
Ao longo de uma hora para além da sua guitarra e voz, esteve acompanhado por Ricardo Parreira na guitarra portuguesa e João Penedo no contrabaixo. Mas ao piano elevou ainda mais a fasquia. O público aplaudiu efusivamente.

 
“Amor é água que corre” de Alfredo Marceneiro antecipou o encore, breve, para depois voltar ao palco e saciar a vontade do público em ouvir mais com a interpretação de três temas.

 

 

 

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