Gaivotas em Terra

 

Gaivotas em terra de asas fechadas

Marujos sem rumo num banco dum bar

Barcaças dormentes no cais ancoradas

Meninas morenas que sonham casar

 

Preciso é que voem, que batam as asas

Preciso é que deixem as altas janelas

Preciso é que saiam a porta das casas

Preciso é que soltem amarras e velas

 

As asas são duas se acaso uma ave

Vier cortar céu lançar-se no ar

A barca só voga se a brisa suave

Vier ternamente casá-la com o mar

 

Marujos sozinhos, pensando outro mundo

Meninas em casa, fiando desejo

Preciso é que cruzem seu olhar profundo

Preciso é que colem as bocas num beijo

 

Preciso é que voem, que batam as asas

Preciso é que deixem as altas janelas

Preciso é que saiam a porta das casas

Preciso é que soltem amarras e velas

 

 

 

Letra: Mascarenhas Barreto

Música: António dos Santos

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