Elegia da Saudade

 

Quando as rosas adormecem

No peito de quem amou

São as saudades que tecem

Um coração que ficou

 

O remorso do que fomos

A pouco e pouco se esquece

Nada resta do que somos

Quando o amor se desvanece

 

Há uma voz do passado

Na sombra do que desfiz

Que recorda em cada fado

As memórias que não quis

 

Ruas e ruas desertas

No silêncio do meu peito

Ficam janelas abertas

De um passado já desfeito

 

Quando as rosas adormecem

No peito de quem amou

Só as saudades se tecem

Num coração que ficou

 

 

Letra: Marco Oliveira

Música: Daniel Martins (Fado Saudade)

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